10 de fev de 2010

“Oi, eu quero ser pop!”

A internet surgiu para nós, usuários “não comerciais”, como uma forma maravilhosa de compartilhar informações, pesquisar dados, notícias e interagir de uma forma rápida e sem a necessidade de locomoção (basicamente). Hoje, ela virou mais uma forma de tentar tornar-se “popular” e “querido” entre os meros mortais.

Comunidades como “Eu amo *A pessoa pseudo-pop*”, quantidade de amigos ou de perfis pessoais em redes sociais, número de seguidores no Twitter, fotos super comentadas, entre outras coisas, formam os requisitos básicos pra que você seja uma pessoa dita “popular” na internet. Eu sei, tem quem tenha tudo isso por uma questão profissional e tudo mais, mas a maioria não é. E o que é pior, levam isso pra vida real.

Sim, você que é um cara super descolado, com frases de pensadores no Twitter e em nomes de álbuns no Orkut, que escuta as bandas mais estranhas e “cults” no Last.fm (porque você é diferente), que tem 3 perfis de Orkut, mais dois de Facebook, mais dois no Sonico, um no Gazzag e Bebbo, além de duas contas no Myspace, Fotolog e Flickr. Você não é melhor do que ninguém! Sério, é verdade! Você é só mais um no meio de tantos que, na vida real, não conseguem ser alguma coisa e criam um perfil (literalmente) virtual pra ostentar um status de popular e cult que você não tem.

Você que passa o dia pensando em alguma coisa engraçada pra postar no Twitter ou só segue pessoas descoladas pra dar RT e divertir seus amigos como se você fosse o divertido, como seus “Following”. Que lê pensadores e descolados em trechos na internet e propagam uma ideologia, retratada em pelo menos 3 livros, como se fossem co-autores do pensamento. Você que se diz conhecedor da “boa música” e trata com preconceito que não é adepto ao seu “bom gosto” musical. Você não é melhor do que ninguém!

Você que era um nerd chato e babaca até virar um “super pop virtual” e agora tem que tentar ser tudo aquilo que você diz que é via internet. Você não é melhor do que ninguém!

Sabe por quê?

Porque Ninguém é melhor do que todo mundo!

5 comentários:

Kayla DeLeo disse...

Ha-ha! Ninguém está ficando popular no teu blog, pelo menos.

Luh Morango disse...

Te juro que tu esqueceu os perfis do "Limão" *-*
JAISOJEOIJAIOJEIOAJEIO

Abiodun Akinwole disse...

Muitas pessoas "acham" que têm necessidade de se auto-afirmar com esses meios de relacionamentosocial-virtual, isso que é foda. Mas como diriam meus pais: - Quem tem chapéu não tem cabeça e quem tem cabeça, não tem chapéu.

abraço.

Ana. disse...

Um pouco de Sarcasmo

Talvez as conquistas da popularidade e do “estrelismo” não se tornem possíveis a partir do momento em que são aplicados aos padrões típicos da vulgaridade: contatos presenciais e seguidores Twitter em grande demanda ou até mesmo diálogos com base de “gírias” de caráter popular. É preciso, sobretudo, a permanência de uma postura rígida e sem flexibilidade ressaltando a necessidade de uma linguagem equilibrada, para que possa se tornar possível a aplicação de uma gramática brasileira em todo o seu contexto coerente e coesivo, utilizando-a tanto no ambiente de trabalho quanto no contexto social, sem restrições.

Porque cultura é a manifestação mais desprendida de conhecimentos empíricos.

Sua divulgação por parte das “gírias” contribui negativamente para ambiente social e principalmente na discriminação social do perfil de seu interlocutor,em sua criatividade e capacidade de comunicação verbal.

Obrigada pela aula Nini, foi bem tenso.

Antonio Neto disse...

Pense,externalize, liberte-se. O preconceito vira conceito e o conceito preconceito...A unica verdade da vida é a dialética! Texto maneiro,lendo ele lembro do Veneto, Chez Moi e outros abientes idiotas que ainda frequento! Fazer o que as idiotas ainda são as mais gostosas heheeh abraços.